terça-feira, 4 de novembro de 2008

Casa Fernando Ventura II . 1994



Imagens comparativas do antes e depois das obras. Com o mínimo de meios intentou-se dar alguma dignidade a um edifício bastante degradado e descaracterizado. O conceito passa pela recuperação de elementos característicos da arquitectura tradicional do local. Ainda assim houve algum cuidado na execução. Portas, caixilharias e carpintarias foram desenhadas em pormenor, bem como alguns pormenores do interior, embora nem todos tenham sido executados. Este projecto teve a colaboração do arquitecto João Duque Carreira, com quem trabalhava na altura.

2 comentários:

JP disse...

Olá Cerveira

Como sabes este teu amigo tem a sensibilidade de uma alface, nota bem de uma alface, que é um legume frágil, saboroso e por vezes exuberante, não confundir com a sensibilidade de uma couve ou dum tubérculo, que esse é um campeonato onde tento não competir.
Feita a apresentação não vou fazer comentários sobre arquitectura mas verifico com gosto que não desistes das tuas "causas".
És por ventura uma pessoainha difícil. Mas que chatice acrescida seria este mundo sem personagens como tu.
Agora que subi na escala social, sou devedor de um banco que teve a fineza de me comprar uma maisonzinha em MCC (Marco de Canaveses City parece-me + in) e tenho ligações + rápidas ao mundo virtual pelo que vou inserir o teu blogue nos favoritos e espero passar por cá de quando em vez para postar as alarvidades que, de quando em quando, me ocorrem.
Por falar em maison, mesmo que não te dignas a vir à minha porta bater, poderás sempre reparar num conjunto de três vivendas ge®minadas (ou será em banda?) num outeirinho junto a uma rotunda (com jogos de água!) à saída do Marco onde existe uma placa que orienta os passantes em direcção a Cinfães, em posição diametralmente oposta a uma casa de agiotas que tem nome de espírito e santo.
Portanto se à minha porta não vieres, quando por aqui passardes olhai a dita maison e depois dizei-me o que achardes, mas não sejais sincero completamente, tende misericórdia desta família de alfaces, que culpa não tem de ter nascido com essa condição.
Já chega de disparates

Um abraço e bjs
Deste teu amigo
Da Isabel
Da Carolina
E do Bolinhas, um canídeo que à viva força faz questão de fazer parte desta família e assim dar o seu contributo para que vivenciemos cenas próprias de uma feliz família na classe média instalada e que agora começa a descobrir, depois de muitos quilómetros percorridos e muitas paragens experimentadas, as delícias da vida pequeno-burguesa.

Para ti, para a Sofia e para o…é pá agora não me ocorre o nome do vosso filho, mas não deixa de ser um varão que a minha filha quando atingir a maioridade, aos 35 anos, poderá ponderar, com o nosso beneplácito, para a edificação de uma aliança C.P.F. – P.C.V.
E claro, como sempre, cumprimentos aos teus pais.

Cerveira Pinto disse...

Caríssimo Paulo
Que bom ver-te por aqui! É deveras uma grata surpresa. Aproveito para muito rapidamente tecer alguns comentários à tua brilhante explanação. Em primeiro lugar, como seria bom se mais gente houvesse a ter "sensibilidade de alface". Segundo, espero sinceramente poder fazer-vos uma visita nas minhas (cada vez mais raras) passagens pelo MCC. Mas há outras possibilidades. E se vocês nos visitassem aqui na "Inbicta"? Talvez no próximo sábado, altura em que inauguramos uma loja de objectos próprios para "sensibilidades de alface". Quanto à dita "aliança", parece-me uma excelente ideia, mas que, atendendo à data de maioridade da Carolina, talvez já não vá poder presenciar (deverei ser mais velho do que o Manoel de Oliveira!!!!). Obrigado pela tua visita. Cumprimentos para todos (Bolinhas, inclusive) e um forte abraço.
Até breve