terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Habitação em S. Mamede Infesta . Matosinhos . 2012 . II



 
 
 
 
 
 
A obra em S. Mamede de Infesta continua em bom ritmo e serve para dar um pouco de ânimo a um panorama que se pode considerar, no mínimo, desolador... Estão neste momento a ser ultimadas as infraestruturas e começa-se a pensar nos acabamentos. Dos interiores saliento a escada helicoidal e o lanternim que a coroa. É um elemento que se pode considerar escultórico e também o "centro" da casa. Está completamente solta das paredes, sendo que a do fundo irá ser completamente revestida, nos três pisos, com um painel de azulejos executado propositadamente para o local...

sábado, 1 de dezembro de 2012

Dissertação de Mestrado: "A reabilitação Urbana e o Desenvolvimento das Cidades"

O aluno Gilberto da Silva Monteiro, do curso de Arquitectura e Urbanismo da UFP, apresentou e defendeu a sua Tese de Mestrado intitulada: "A REABILITAÇÃO URBANA E O DESENVOLVIMENTO DAS CIDADES. AS INTERVENÇÕES NO CENTRO HISTÓRICO DE SANTA MARIA DA FEIRA", no passado dia 27 de Novembro, no Salão Nobre da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, que lhe granjeou um Muito Bom (17). Saliento que fui orientador do Gilberto e ele havia sido também meu aluno. Do júri fizeram parte a Arquitecta Adriana Floret, como arguente, a Professora Doutora Sara Sucena como Presidente e eu próprio como vogal. Foi, assim, a minha décima participação num júri de defesa de tese.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Recuperação no centro histórico de Arcos de Valdevez . 1996 . II

























Dois apontamentos, em esquisso, que mostram o estudo da volumetria e sobretudo da colocação das aberturas. Prevaleceu a proposta superior, em que as aberturas voltadas a nascente são tapadas por uma parede, de forma a que a partir da praça se visse apenas um pano de parede rebocado e pintado, tornando assim a proposta mais "neutra" relativamente à envolvente, uma vez que, desta forma, não eram introduziadas aberturas com ritmos, materiais e escalas diferentes... O volume central, com a parede inclinada definia a caixa de escadas, pontuada por uma entrada de luz zenital, à semelhança do que já acontecia no edifício antigo...

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Recuperação no centro histórico de Arcos de Valdevez . 1996 . I

Um dos último trabalhos que comecei a desenvolver em 1996 foi a recuperação e ampliação de um edifício localizado no centro histórico de Arcos de Valdevez. Uma construção bastante antiga situada mesmo ao lado do município, que se pretendia adaptado à prática de turismo de habitação. A primeira proposta, que previa apenas a inserção de uma cobertura que aproveitasse o vão do telhado, tipo mansarda, à semelhança de outras existentes no centro histórico, seria "chumbada" pelo então IPPAR, apesar de ter sido aprovada pelo Instituto do Turismo de Portugal. A imagem apresenta já a segunda proposta, quanto a mim bem mais interessante e arrojada. Sem praticamente tocar no edifício antigo, que seria restaurado na íntegra, propõe-se um volume novo, reformulando um elemento dissonante, construído no início do século XX, e adicionando-lhe dois pisos onde se localizariam os quartos... A proposta seria mais uma vez "chumbada" porque pretendiam os "técnicos" do IPPAR que se "disfarçasse" o volume proposto revestindo-o com telha ou chapa ondulada pintada de vermelho... Não, não é anedota...foi mesmo assim!!!...

domingo, 30 de setembro de 2012

Edição Encontros Estúdio UM #2 da Escola de Arquitectura da Universidade do minho

Está disponível para descarga (download) a edição em linha (on-line) de Encontros ESTÚDIO UM: #2 Processo

Textos de:
Joaquim Jorge Marques
Miguel B Duarte
Manuel da Cerveira Pinto
Paulo Barros

Ligação (link):

ESTÚDIO UM
ESCOLA DE ARQUITECTURA
UNIVERSIDADE DO MINHO
CAMPUS DE AZURÉM - GUIMARÃES

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Quinta da Ventozela . 1996 - 2005 . XIII


O projecto consistia numa caixa, assente sobre o socalco, no sentido contrário às curvas de nível, e fazia referências à arquitectura minimalista, integrando embora elementos da arquitectura tradicional. Entre os dois edifícios ficava um terraço com vistas sobre o rio e a paisagem. Os compartimentos orientavam-se a poente, procurando a melhor exposição solar. As portadas exteriores, em madeira, permitiriam o total isolamento da casa, formando uma parede contínua em madeira. O edifício do alambique seria restaurado segundo as suas características. Um passadiço metálico ligava as duas construções.  O projecto, embora completo, nunca chegou a ser executado...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Quinta da Ventozela . 1996 - 2005 . XII



O projecto da Quinta da Ventozela previa ainda a construção de outras estruturas para além das que têm sido mostradas. Chegou a fazer-se o projecto para um outro edifício que aproveitava os pisos superiores do alambique e que seria a casa do gerente. Esta casa estava ainda ligada directamente com a garagem e arrumo de material agrícola, que funcionava completamente integrada no socalco existente. No piso inferior estava também localizado o balneário da piscina. A parte do alambique seria completamente restaurada e posta a funcionar. A casa poderia posteriormente funcionar também como unidade turística.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Quinta da Ventozela . 1996 - 2005 . XI


Pequeno vídeo (8min) que mostra um pouco o percurso da obra, desde os esquissos iniciais, passando por algumas imagens do existente e outras do resultado final, já que seria fastidioso publicar todas as imagens. (Se não for por mais nada, penso que vale pela música...)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Quinta da Ventozela . 1996 - 2005 . X


Outro aspecto do exterior da parte principal e mais antiga da Quinta da Ventozela. Pode-se constatar, uma vez mais, que o edifício é constituído por uma série de construções que se foram aglutinando ao longo do tempo. Aqui é uma típica casa rural que, nítidamente, foi absorvida pelo núcleo principal. Apesar de estar já completamente em ruínas, na sua recuperação intentou-se, tanto quanto possível, manter a sua configuração e características exteriores. Caixilharia em madeira maciça de castanho da região; paredes exteriores em granito à vista paarelhado em junta-seca; telha lusa sobre estrutura de madeira a formar a cobertura. No interior localiza-se a adega (no piso inferior) e a sala de jogos (no piso superior). Para que o edifício ficasse mais bem integrado e funcional, criou-se uma ligação directa com o jardim; com o bar e com a esplanada.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Quinta da Ventozela . 1996 - 2005 . IX


Nesta imagem pode ver-se o aspecto final, exterior, da casa principal. À direita vê-se a "Casa da Criadagem" com o seu revestimento em telha e a ligação à casa principal em estrutura de ferro e vidro. Esta foto, tirada de uma das janelas da "Casa da Eira" pode comparar-se com a primeira aqui publicada, antes das obras. Clamo a atenção para alguns pormenores "subtis", tais como o roda-pé em granito à vista, em junta-seca, as molduras em pedra, à volta de portas e janelas e as duas portas do lado esquerdo, que não existiam...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Quinta da Ventozela . 1996 - 2005 . VIII


Esquisso do interior da "Casa da Eira". Neste edifício era suposto, inicialmente, que todo o interior fosse equipado com móveis de minha autoria. O orçamento final acabaria por não o permitir. Mais tarde acabariam por aparecer os "reposteiros" e "cortinados" da praxe, mas no essencial a obra não foi desvirtuada. O interior acabaria por ficar praticamente como se vê no desenho...

domingo, 27 de novembro de 2011

Quinta da Ventozela . 1996 . VII


O alçado nascente do edifício do palheiro acabaria por resultar assim. A grande mais-valia desta intervenção é sem dúvida a recuperação de um núcleo de arquitectura popular que de outra forma dificilmente se manteria. Será mesmo de ressalvar que se não fossem estes parcos exemplos de salvaguarda deste património pelos particulares já quase nada existiria no concelho e, estou em crer, mesmo no país. A ideia feita de que não é possível adaptar estes edifícios a uma vivência contemporânea, dotada de todo o conforto e comodidade, e ainda de que é muito mais dispendiosa, revela-se falsa e deturpada e, há que dizê-lo, apenas serve os interesses instalados de alguns grupos ligados à construção que não possuem competências para o fazer...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Quinta da Ventozela . 1996 . VI


Estudo do alçado nascente do núcleo constituído pelo palheiro, eira e espigueiro. Neste apontamento a madeira que reveste o exterior do edifício é ainda tratada com óleo queimado, solução que seria preterida em favor do aspecto natural da madeira. Embora o exterior do edifício existente fosse já em tijolo rebocado, tudo leva a crer que tivesse sido, no passado, em madeira, pelo que se optou por usar esse mesmo material. Foi usada madeira de pinho nórdico (devidamente certificada, de produção sustentável), colocada em tábuas, na vertical, em sistema de macho/fêmea. Não se trata de um mero revestimento exterior, mas sim de uma parede, formando caixa de ar, com isolamento térmico e pano interior de tijolo cerâmico vazado de 15 cm de espessura. O envidraçado foi rasgado no granito de forma a poder usufruir-se da beleza da paisagem.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Quinta da Ventozela . 1996 . V















Para além da belíssima e muito antiga casa principal, de carácter senhorial, a Quinta da Ventozela possui ainda belos exemplares de arquitectura popular. O projecto inicial previa a recuperação de três destes edifícios, um dos quais este que aqui se apresenta e que constituía um núcleo rural, formado por eira, palheiro e espigueiro. Aparentemente nunca a construção havia funcionado como habitação. O piso inferior era destinado aos animais e os superiores a palheiro e arrumo de alfaias. O desafio era transformar e adaptar este núcleo sem o desvirtuar, dotando-o de todo o conforto e comodidade, mantendo o seu carácter rural e popular.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quinta da Ventozela . 1996 . IV


Estudo do alçado norte, com o novo elemento de ligação entre o edifício principal e a antiga casa dos criados. O grande envidraçado a norte apenas se justifica como elemento de passagem; pela possibilidade de usufruir da paisagem circundante e ainda pela intenção de que esse elo de ligação fosse leve e transparente, interferindo o menos possível com a volumetria pré-existente. Por outro lado intenta-se de fazer perceber claramente tudo aquilo que é novo na intervenção.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Quinta da Ventozela . 1996 . III


Estudo do alçado nascente. O resultado final não seria muito diferente. As alterações ao existente apenas se verificam no envidraçado que liga o bar com a sala de jogo e com a esplanada, bem como nas duas portas do rés-do-chão que não existiam.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Quinta da Ventozela . 1996 . II

Esquisso do alçado sul, já de acordo com a versão final e que ilustrava a memória descritiva do projecto. O edifício da esquerda constituía a casa dos criados, cavalariça e...pocilga!!!... A proposta foi no sentido de que passasse a constituir uma casa autónoma, embora com ligação à casa principal. Para o efeito foi construído um elemento de ligação entre os dois núcleos de forma a que os ocupantes da casa da esquerda pudessem usufruir facilmente de todos os equipamentos que forma instalados na casa principal. A proposta queria-se contida e respeitosa face aos elementos de arquitectura tradicional existentes. Intentou-se assim de recuperar tudo o que fosse possível, desde a monumental chaminé da cozinha, às janelas de guilhotina, aos roda-pés, tectos em madeira, portadas interiores, etc...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Quinta da Ventozela . 1996 . I


















O projecto para a Quinta da Ventozela é, sem dúvida, um dos que, até à data, mais prazer me deu realizar. Vários aspectos para isso contribuiram. Uma bela casa senhorial setecentista com respectiva quinta, capela, lagar, adega, alambique e várias casas de caseiro de arquitectura popular, num local com uma vista fabulosa sobre o Douro. Para além de tudo isto, localizado na minha terra natal e um cliente (D. Maria Avelina Ferreira), no mínimo exemplar em trato, sensibilidade, bom gosto e simpatia...
O projecto contemplava a transformação e adaptação da casa para Turismo de Habitação. A foto mostra o alçado norte da casa principal, antes das obras.

domingo, 23 de outubro de 2011

Habitação em Tarouquela . 1997. XII















Estudo do alçado Norte da segunda proposta para o projecto de Tarouquela. A solução aproveita o acentuado declive do terreno e divide-se em três blocos, à semelhança da proposta anterior, perde no entanto, definitivamente, o seu carácter de "domus" romana, sobretudo pela anulação do telhado. E, porque não me quero alongar mais e me parece que já é suficiente, fica por aqui a "história" de (mais um) projecto atribulado na Câmara Municipal de Cinfães...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Habitação em Tarouquela . 1997 . XI

Tal como referi anteriormente, o projecto de Tarouquela acabaria ainda por ter uma segunda versão para um outro local nas proximidades, de que agora se apresenta um estudo do alçado nascente. A proposta, agora num terreno com um declive acentuado e outra orientação, mantinha alguma relação formal com a anterior, nomeadamente através do volume da sala de estar. Dificuldades de toda a ordem acabariam por inviabilizar o projecto... Mais uma vez, fica o registo.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A arquitectura popular e tradicional no concelho de Cinfães

Ainda durante o ano de 1996 participei pela primeira vez com um artigo numa revista. Tratava-se da revista "Terras de Serpa Pinto", editada pelo pelouro da cultura da câmara municipal de Cinfães. O artigo vinha no seguimento da palestra proferida na câmara municipal de Cinfães aquando da exposição de arquitectura e intitulava-se "A arquitectura popular e tradicional no concelho de Cinfães" e terminava com a afirmação de que "(a arquitectura popular e tradicional) é uma riqueza em estado bruto, necessitando apenas de ser descoberta, dada a conhecer e sobretudo...preservada." O que já se perdeu desde então para cá!!!!!

domingo, 2 de outubro de 2011

Habitação em Tarouquela . 1996 . X













Por fim o desenho do alçado poente, tal como acabou por ficar no projecto definitivo. A saga "Domus" havia chegado ao fim. Por sugestão da própria câmara iria ainda ser feita outra proposta para outro local... também infrutiferamente. Enfim... quanto mais não seja... fica o registo.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Habitação em Tarouquela . 1996 . IX





















Estudo dos alçados do projecto de Tarouquela já praticamente de acordo com a versão final que foi enviada para a câmara e submetida à apreciação do (então) IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico)... O projecto acabaria por ser "chumbado" por esta instituição. No parecer do IPPAR é referido que "a volumetria proposta é relativamente contida e as opções do desenho arquitectónico não nos levantam reservas" e que "o que estará de facto em causa é a manifesta exposição do local dentro dos enfiamentos visuais que se obtêm a partir da via pública sobre o monumento nacional...". Ou seja, de forma anedótica, o projecto não é aprovado porque, embora detenha qualidade´... não é invisível!!!!!...

sábado, 3 de setembro de 2011

Habitação em Tarouquela . 1996 . VIII


O projecto encontra finalmente a sua forma definitiva. Faltava agora estudar as cores. O apontamento mostra a perspectiva que se teria da rua, com os dois volumes sobressalientes. Mais uma vez é a arquitectura tradicional a influenciar o projecto. O branco da cal contrasta com o amarelo, ocre, do óxido de ferro. O muro do piso inferior  aparece aqui em tijolo maciço na sua cor natural...

domingo, 28 de agosto de 2011

Habitação em Tarouquela . 1996 . VII


Estes apontamentos mostram já uma segurança nas opções de projecto encontradas. As ideias estão agora praticamente definidas. Estuda-se apenas a composição dos alçados e acertam-se pequenos detalhes. Rememorizam-se os conceitos: dois volumes, de uma só água em sentidos opostos, assentes sobre um socalco, interligam-se pela zona de acesso e distribuição. De um lado a zona de comer e de estar, da outra, a zona de descanso e dormir. No piso inferior os arrumos, a lavandaria e a garagem...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Habitação em Tarouquela . 1996 . VI


Mais alguns apontamentos do projecto de tarouquela. Alguns acertos no alçado nascente configurariam melhor a proposta. Também a planta do 1º piso se encontra agora praticamente definida. Um esquiço do interior da sala mostrava que era chegada a altura de começar a pensar os interiores. Esta era (e continua a ser) a minha maneira de projectar. Tudo definido em desenho, apontamentos, esquiços e depois, já com o projecto praticamente definido, pensar em desenhar a rigor...