terça-feira, 12 de maio de 2009

Habitação em Oliveira do Douro III . 1994


Esboço de alçado, retirado de um dos meus cadernos de estudo, que uso diariamente, desde os tempos da faculdade. Este projecto, como já referi, foi mais um exemplo dos princípios corruptos e obtusos que regem todo o mundo da construção em Portugal, começando pelas próprias câmaras municipais. Neste caso o processo ganhou contornos escabrosos... O (meu) projecto não foi aprovado na câmara porque "o local na carta de ordenamento (PDM), situa-se em zona de Floresta de Produção, o que em termos de regulamento no seu artigo 50.º alínea a), exige 10.000 m2 de área mínima do lote e nos termos do artigo 51.º, o requerente garanta as infraestruturas necessárias, para ser permitida a construção unifamiliar de habitação.(sic)"
Mediante isto, a proprietária ficou, segundo ela própria, de tentar adquirir o terreno necessário para que o projecto pudesse então ser aprovado. Fiquei à espera até que, um dia, decidi perguntar na câmara pelo processo. A resposta não se fez esperar. O meu o projecto tinha sido anulado (sem que eu fosse sequer informado) e o novo projecto que entrou já estava aprovado!!!... Fantástico país este que tão bem assim se rege. Grande gente esta, plena de educação e ombridade!

sábado, 9 de maio de 2009

Habitação em Oliveira do Douro II . 1994


A proposta assentava num conceito de afirmação relativamente ao local e à paisagem, contrariando e aproveitando em seu favor o declive do terreno. O grande envidraçado das salas, em pé-direito duplo, embora orientado a noroeste, permitiria a melhor fruição da paisagem. A casa desenvolvia-se em três pisos, em proporções crescentes de cerca de um terço. Detinha também alguns outros princípios de economia de projecto. Assim, embora na vista predominante não se tivesse essa percepção, a cobertura era construída em telhado tradicional. O desencontro das coberturas permitiria que a luz de sul pudesse iluminar as divisões do piso superior.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Habitação em Oliveira do Douro . 1994


O último projecto de 1994 penso que foi este em Oliveira do Douro, Cinfães. Tratava-se de uma habitação unifamiliar num terreno de características florestais (pinhal), numa vertente do Montemouro, com uma paisagem magnífica sobre o vale do Douro. A aprovação à data do Plano Director Municipal veio inviabilizar a proposta, uma vez que, para ser possível a construção o terreno deveria ter 10.000 m2, sensivelmente o dobro do que tinha. Estava aberta a porta para mais uma série de episódios, no mínimo, "rocambolescos"...

domingo, 3 de maio de 2009

Casa António Osório IV . 1994



Por fim uma comparação entre o antes e o depois das obras e será interessante, sem dúvida, tentar detectar as diferenças. O piso inferior manteve-se para comércio e o superior, anteriormente em desuso (era armazém) foi transformado em habitação. Infelizmente, como já referi, pouco foi possível fazer pelo interior. As caixilharias, em madeira, foram expressamente desenhadas, assim como o beiral e a varanda. Desenganem-se porém aqueles que pensam que os exemplos colheram frutos. Embora apreciadas por visitantes, turistas, entidades ligadas ao património, estas obras feitas em Boassas foram, regra geral, mal recebidas e entendidas pela população e esta acabaria por ser uma das últimas que projectei para a aldeia. Penso que depois desta apenas me seria encomendado o projecto para a recuperação da casa Fernando Carvalho.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Casa António Osório III . 1994


Mais um esquisso da casa António Osório, em Boassas, vendo-se o início da escadaria que percorre o núcleo mais antigo da aldeia - "A Arribada". Infelizmente, e à semelhança do que vai sucedendo constantemente na aldeia, nada é respeitado ou preservado, e o muro que se encontra adjacente à casa foi derrubado para fazer uma garagem. Refira-se que a aldeia foi classificada em 2005 como "Aldeia de Portugal" e encontra-se definida no Plano Director Municipal como Local de Valor Patrimonial., contudo, os resultados são nulos, uma vez que a autarquia aprova, invariavelmente (quando não é a própria a fomentá-los) todo o tipo de atentados. Este desenho tem também a particularidade de antecipar (em cerca de dez anos) a colocação da placa toponímica, que viria a ser colocada após a realização do "I Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas" da autoria de Sofia Beça.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Casa António Osório II . 1994

Afinal as cores escolhidas (pela proprietária, D. Elsa Osório) acabaram por ser as deste segundo estudo, o qual se encontra já mais aproximado à solução definitiva. São também cores que se encontravam muito presentes na arquitectura tradicional da aldeia, agora praticamente desaparecidas. O projecto foi desenvolvido em colaboração com o arquitecto João Duque Carreira e, contrariamente ao usual, correu muito bem, mesmo durante a execução da obra. Seguramente que a afabilidade e educação dos proprietários para isso muito contribuiu...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Casa António Osório . 1994


O projecto que seguidamente desenvolvi, quase em simultâneo com as casas Arnaldo Carmesim e Fernando Ventura, foi a Casa António Osório, também em Boassas. Tratava-se de recuperar mais um edifício de arquitectura popular, completamente degradado e desfigurado por múltiplas intervenções desastrosas que, então como agora, o poder local continua a permitir. (e incentivar). Aqui se apresenta um esquisso de estudo de cor, que acabaria, porém, por não ser o aprovado. O projecto retoma e reinterpreta os motivos da arquitectura vernacular e as próprias cores são baseadas nas da arquitectura popular local. O ocre para o reboco, o verde garrafa para as caixilharias e as molduras caiadas dos vãos. Era uma altura em que, ingénuamente, pensava ainda que iria ser possível travar a destruição do magnífico património vernacular da aldeia...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Exposição colectiva "Opção: fora de portas"


Esta exposição, organizada pela loja Opção, do Porto, em colaboração com o Estaleiro Cultural Velha a Branca, de Braga, integra obras de vária índole e de diversos autores, entre os quais eu próprio. Estará patente até ao final de Maio no Centro de Artes e Espectáculos S. Mamede em Guimarães. Penso que será a nona exposição colectiva em que participo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Centro de dia de S. Sebastião II . 2009


Esta semana entreguei o projecto do centro de dia de S. Sebastião à direcção da instituição, o qual, todavia, não chegou a dar entrada nos serviços camarários. Infelizmente o orçamento está acima do admissível para a candidatura aos fundos comunitários. Não deixa de ser curioso que tenha que haver um limite para o custo da obra. Parece uma forma pouco clara de eliminar, à priori, alguns projectos. Neste caso como será possível recuperar os edifícios existentes se a sua própria área leva a que se exceda o valor mínimo para a candidatura? Enfim... assim sempre sobra mais dinheiro para o futebol, para mais auto-estrada e para o BPP... Fica o aspecto do alçado poente... em esquiço.

sábado, 11 de abril de 2009

Casa Arnaldo Carmezim II . 1994


Uma imagem do projecto da Casa Arnaldo Carmezim. Infelizmente a obra não foi concluída e não foi possível inserir alguns dos elementos que se vêem no desenho. Isto apesar de a Câmara ter aprovado o projecto na condição expressa de que o mesmo fosse escrupulosamente cumprido. Não assinei a declaração de conformidfade e nunca fechei o livro de obra, no entanto, a obra lá está, ilegal e habitada... É o país que temos!

terça-feira, 24 de março de 2009

Centro de Dia de S. Sebastião . 2009


O projecto que estou a desenvolver neste momento (em colaboração com o arquitecto Renato Brito) é um centro de dia para idosos. Depois do lar e da creche, chegou a vez de projectar um centro de dia para a Associação para a Terceira Idade de S. Sebastião, em S. Cristóvão, Cinfães. O projecto prevê a recuperação e ampliação de dois interessantes edifícios de arquitectura popular. A sensibilidade do actual Director desta instituição, Sr. Ademar Sequeira de Carvalho, tem levado à recuperação do seu património. Aquando da execução do lar de idosos foi reabilitado o edifício principal, a eira, o espigueiro e os próprios jardins.
O projecto da creche previa também a recuperação de um outro edifício mas, infelizmente, não prosseguiu, por falta de verba!!!!... Bastava metade do dinheiro que é queimado em foguetes na festa de Cinfães. São prioridades... que todos vamos pagando com elevados juros!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Casa Arnaldo Carmezim . 1994


A Casa Arnaldo Carmezim é mais um dos (poucos) projectos que consegui executar na minha aldeia natal, Boassas. Tratava-se de um projecto de recuperação e ampliação de um edifício existente, de arquitectura popular, completamente arruinado por sucessivas intervenções desastrosas. Havia que criar um quarto e uma casa de banho e estabelecer uma ligação interior entre algumas áreas. O esquiço mostra o alçado da rua, onde se estudam (ainda com hesitações) as aberturas, a conjugação dos materiais, a cobertura, os elementos das guardas e as próprias cores.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Capela para o cemitério de Boassas IV . 1994


Para finalizar, mais alguns esboços sobre a capela de Boassas, retirados de um dos meus blocos de apontamentos. Estes revelam sobretudo a preocupação com o espaço interior. A fachada principal (entrada) ficava voltada a norte e nunca teria luz directa. A fachada sul, segue uma ideia de Tadao Ando na sua "igreja da luz", apenas possuindo dois rasgos simbolizando uma cruz. O interior deveria ser totalmente despojado. Para além dos genuflexórios, do altar e dos próprios materiais, não deveria haver qualquer imagem ou adorno supérfluo.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Capela para o cemitério de Boassas III . 1994


Pelos vistos, mais uma vez, a proposta não colheu opinião favorável. Penso que terá sido sobretudo o orçamento. Habituados a lidar com os habilidosos "projectistas" locais, que cobram meia dúzia de "patacos" pelas fotocópias a que chamam "projectos", terão achado demasiado caro um projecto que iria custar cerca de seis ou sete por cento do custo total da obra que, recorde-se, estava orçamentada em perto de cinco mil contos (cerca de 25.000 €)... Nada mais me foi comunicado. Passado algum tempo começou a ser construída no local uma outra obra. O projecto, segundo ouvi então dizer, terá sido "oferecido" pela câmara... A vontade de que este espaço continue a ter alguma qualidade, isenta de poluição visual, impede-me de colocar aqui uma fotografia dessa obra de arte, para que se estabelecesse a necessária comparação e se visse como a população de Boassas saiu beneficiada com a escolha!...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Capela para o cemitério de Boassas II . 1994


O programa para esta pequena capela era mínimo e tinha que ver directamente com a falta de verba para fazer a obra. Assim, apenas existiria o espaço da nave, uma sacristia e a torre sineira. A proposta assenta na ideia da desconstrução da forma cúbica. Inicialmente, tal como se pode ver neste esquiço, tinha uma cúpula. O cubo como representação terrestre, mundo material e humano e a cúpula, como forma etérea, representando o mundo imaterial e divino... Uma ideia que se encontra muito presente na arquitectura islâmica.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Projecto para a capela do cemitério de Boassas . 1994


Por esta altura (1994) a Junta de Freguesia de Oliveira do Douro, do concelho de Cinfães, havia-me pedido um orçamento para um projecto de uma capela a construir junto do cemitério local. Apresentei a proposta e o respectivo orçamento.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Intervenção em Termas do Carvalhal V . 1994


A imagem refere-se já a uma terceira proposta deste mesmo projecto. Esta acabaria por ser desenvolvida quase exclusivamente pelo arq. João Duque Carreira já que eu havia atingido o ponto de saturação relativamente a este projecto. O ponto de ruptura acabou por ser alcançado um dia em que, após havermos aceite participar numa reunião no local (a mais de 100 Km...) e depois de mais de uma hora de espera, o cliente não se dignou comparecer. Ainda assim acabaria por ser necessária a intervenção do advogado da Ordem dos Arquitectos para que fosse pago o referente à primeira fase de projecto de apenas uma das propostas... Gente séria esta...!!!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Intervenção em Termas do Carvalhal IV . 1994


A segunda proposta previa apenas a adaptação e ampliação de apenas um dos armazéns existentes. Intentava-se assim de reduzir a área de construção para tentar alcançar valores que estivessem dentro do orçamento pervisto pelo cliente. Esta proposta viria a ser também recusada, pelos mesmos motivos da anterior. Entretanto, após muitas reuniões, conversas, deslocações ao local, ia-se verificando um desgaste e um crescente desencanto pela minha parte, que começava a não acreditar no projecto. A colaboração entretanto iniciada com o colega João Duque Carreira iria, porém, levar ainda à execução de uma terceira proposta.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Intervenção nas Termas do Carvalhal III . 1994


O projecto das Termas do Carvalhal, em Castro Daire, previa a reformulação de umas instalações precárias de uma empresa de construção civil local. A primeira proposta foi recusada, devido a ser muito extensa e, por consequência, cara. É uma história também recorrente. As pessoas querem fazer imensas coisas, programas vastos e complicados e depois admiram-se da obra ficar dispendiosa... Recordo que a primeira proposta previa a reformulação de todo o espaço, a recuperação e adaptação de três grandes edifícios de armazém, tipo naves industriais, com centro administrativo, salas de reunião, salas de espera, armazéns de material, garagens, economato, bar/cafetaria, refeitório, casas de banho para o pessoal, etc. Estes são já os esquiços da segunda proposta, a qual ficaria também pelo caminho.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Intervenção em Termas do Carvalhal II . 1994


O tempo não tem dado muito para acompanhar o "Diário" da forma que gostaria. Não é que este projecto não tenha que contar, bem pelo contrário. Esta é apenas a primeira proposta... seguir-se-iam, que me recorde, pelo menos mais duas. Todas ficariam na gaveta e viria a ser, como de costume, mais um caso... digamos... atribulado. Irei tentando dar uma panorâmica à medida que for publicando outras imagens.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

DEA pela ETSAV

Na passada semana concluí a primeira fase dos meus estudos na Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Valladolid. O título alcançado é intimidante - "Diploma em Estudos Avançados" (DEA) e corresponde ao anterior diploma de Suficiência Investigadora. Digamos que será o meio do caminho para o doutoramento...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Casa Fernando Ventura III . 1994


Desenganem-se aqueles que pensam que esta, por ser uma obra pequena e na minha aldeia natal, não teve problemas. De uma forma geral, os empreiteiros deste país são pessoas intratáveis, com muito baixa formação e conhecimentos. A este faltava-lhe, inclusive, a educação... Não queria corrigir os erros que a obra apresentava. Não seguia as indicações que lhe eram transmitidas pelos arquitectos (o projecto é desenvolvido com a colaboração do arq. João Duque Carreira) e inclusive pelo director de obra que, no caso, era eu. Tive que o proibir de voltar à obra e preparei a retirada do termo de responsabilidade. Teve o bom senso de deixar que fosse o irmão a continuar com os trabalhos. As coisas melhoraram e a obra pôde ser finalizada. Passados alguns anos soube que a empresa de construção faliu... Não admira!...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Monografia sobre o arquitecto Mário Bonito


No passado dia 25, pelas 19.00h, o aluno Miguel Ribeiro, do curso de Arquitectura e Urbanismo da Universidade Fernando Pessoa, apresentou e defendeu a sua monografia de final de curso intitulada: "Mário Bonito, Vida e Obra. Um Pequeno Grande Percurso", que lhe granjeou um "Muito Bom" (17), motivo pelo qual, como seu orientador, não posso deixar de me sentir satisfeito. Foi a minha sexta participação num júri deste género, desta feita como vogal e foi a segunda vez que um aluno defendeu uma monografia por mim orientada.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

OPÇÃO!


Uma opção nítidamente em contra-ciclo! Numa altura em que a crise obriga ao encerramento de muitos estabelecimentos e em que os "shoppings" devoram todo o comércio tradicional decidimos abrir uma loja. Os objectos, num conceito de arte acessível, são únicos, criteriosamente seleccionados e têm a assinatura do respectivo autor. A fotografia é de Rui Costa.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

"Boassas. Uma Aldeia com História"


Costuma-se dizer que "mais vale tarde do que nunca"... Pois, aí está! Foi finalmente editada a monografia sobre Boassas, que havia já anunciado várias vezes. O desenho gráfico é de Armando Alves e a edição é do Jornal Miradouro. É a edição, possível, de apenas 500 exemplares.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Casa Fernando Ventura II . 1994



Imagens comparativas do antes e depois das obras. Com o mínimo de meios intentou-se dar alguma dignidade a um edifício bastante degradado e descaracterizado. O conceito passa pela recuperação de elementos característicos da arquitectura tradicional do local. Ainda assim houve algum cuidado na execução. Portas, caixilharias e carpintarias foram desenhadas em pormenor, bem como alguns pormenores do interior, embora nem todos tenham sido executados. Este projecto teve a colaboração do arquitecto João Duque Carreira, com quem trabalhava na altura.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Casa Fernando Ventura . 1994


O projecto que se seguiu à Casa José M. Tavares foi a segunda obra a ser construída em Boassas. Tratou-se de uma recuperação e ampliação de um edifício de arquitectura popular, localizado em pleno centro da aldeia, junto à capela de N.ª Sr.ª da Estrela. O existente pouco ou nenhum interesse tinha. A pequena casa, de três pisos, havia sofrido algumas obras que lhe tiraram o pouco valor que ainda podia ter. Apesar de tudo subsistiam algumas técnicas tradicionais de construção, como o revestimento exterior em telha, que optei por manter. Este é um dos esquiços iniciais, com estudo de cor. O aspecto final não ficou muito diferente...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Creche de S. Sebastião . 2008


No final da passada semana chegou por fim a notícia esperada. Foi aprovado, tanto pela Câmara como pela Segurança Social, o projecto de execução e especialidades da Creche de S. Sebastião. Agora há que fazer os cadernos de concurso para seleccionar o construtor. O projecto, de que já aqui falei, é a recuperação e adaptação de um edifício existente, em estrutura de pedra.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Casa J. M. Tavares II . 1994


Este esquiço aproxima-se já da versão final. A proposta consistia numa cozinha tradicional, com sala de jantar, lareira e forno de cozer o pão. A construção procura a autonomia, a luz e a paisagem, rompendo claramente com o existente. O projecto de licenciamento foi aprovado na câmara e o requerente notificado para apresentar os projectos de especialidades, que se começaram então a fazer. A surpresa veio, quando ao passar no local, reparo que a obra já se havia iniciado sem que eu houvesse sido informado... e nem sequer cumpria o projecto de arquitectura. Seguiram-se todas as diligências possíveis para que a obra fosse corrigida de acordo com o projecto. Acabou por ser o primeiro projecto ao qual retirei o "Termo de Responsabilidade". Estávamos no ano de 1994.